História

 HISTÓRIA DA MINHA REGIÃO

 

A Bahia é um dos estados do Brasil, país onde vivemos, e possui diferentes tipos de relevo, clima, vegetação, rios e um extenso litoral. Tudo isso compõe um estado com paisagens muito diferentes. Essas diferenças possibilitam uma grande variedade de atividades econômicas, pois o modo de vida e o trabalho dos baianos são influenciados pelas características do lugar onde vivem.

 Localização e Bandeira

 

  

A Bahia está dividida em sete mesorregiões e o município de Cícero Dantas-BA, está localizado no Nordeste Baiano. É um dos municípios em que se divide o Estado da Bahia, localizando-se na zona do Semiárido com a distância de 286 km de Salvador. Antigamente o município chamava-se de Bom Conselho e o nome "Cícero Dantas" somente foi introduzido em 1935 quando o governo da Bahia resolveu homenagear o Barão de Jeremoabo, Cícero Dantas Martins.

 

MUNICÍPIO : Cícero Dantas/BA

 

História de Cícero Dantas/BA

 

 

Cícero Dantas (antiga Bom Conselho) é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado na região semi-árida, próximo da cidades de Canudos e de Paulo Afonso. No início do século passado, seu nome foi alterado para Cícero Dantas, em homenagem ao Barão de Jeremoabo que assim se chamava. No entanto, parte da população mais idosa ainda a trata por Bom Conselho. A região onde está localizada a cidade de Cícero Dantas tem uma história que se perde no tempo. Antes da chegada dos colonizadores, era habitada por povos indígenas cujos registros históricos não chegaram até nossa época. É possível, entretanto, inferir suas presenças pelos achados arqueológicos (urnas funerais foram encontradas durante a construção do estádio municipal) e pela existência em lugares não muito distantes de diversas aldeias e aldeamentos indígenas, como os de Maçacará, Saco dos Morcegos (atual Mirandela), Jeremoabo, Canabrava (atual Ribeira do Pombal) e Natuba (atual Nova Soure). Parece-nos impossível fixar uma data precisa para o início da ocupação não-indígena no território de Cícero Dantas. Contudo, alguns dados históricos sobre os aldeamentos vizinhos nos permitem estimar que essa ocupação se iniciou em meados do século XVII. Foi somente no início do século XIX que Bom Conselho tornou-se freguesia sob o nome de Freguesia de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão, por meio do Alvará Régio de 27 de setembro de 1817. Antes, porém, em 1812 o Frei Apolônio de Todi construiu a Igreja Matriz e a capela da Santa Cruz, esta ao lado de um antigo cemitério conhecido por Cacunéia. A primeira comunidade de civilização branca, onde hoje se ergue Cícero Dantas, foi obra das entradas que se embrenhavam no sertão da Bahia, à procura de metais preciosos e de novas terras para o desenvolvimento agrícola e pecuário. Município criado com território desmembrado de Jeremoabo, e denominação de Bom Conselho, por Resolução Provincial, de 9 de junho de 1875. Em 1905, recebia o nome de Cícero Dantas. Foi extinto em 1931, e anexado a Paripiranga. Restaurado, com território desmembrado de Paripiranga, por Decreto Estadual, de 27 de maio de 1933. A sede, criada com a denominação de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão, por Resolução Régia de 27 de setembro de 1817, foi elevada à categoria de cidade em 30 de março de 1938.

 
 

Foi no século XVII que aventureiros e vaqueiros da Casa da Torre saíram do litoral para os sertões em busca do precioso ouro, mas encontraram nas cercanias dessa região habitantes denominados “Kiriris”, estes povos viviam na civilização nativa, falavam a língua tupi e sobreviviam da caça e da coleta de frutos.

Também nesta época os missionários e desbravadores começaram a catequese deste povo nativo. Mas outra coisa que aconteceu com esta circulação constante de catequizadores para essa região, foi o surgimento de salteadores e malfeitores que roubavam e matavam pessoas honestas e humildes. E com isso surgiu ali nas terras dos Kiriris começava a se formar o (Cemitério da Cacunáa).

Já em 1812 começou o aglomerado urbano, com a ordem do Arcebispo da Bahia, frei Apolônio de Toddi foi incumbido de prestar assistência aquele povo, e logo se encontrava no lugar, foi se encontrar-se com Dona Cacunéa, antiga moradora e de imediatamente erigiu um cruz no cemitério onde celebrou a primeira missa. E sem perda de tempo começou a construção de uma capela.

Em 21 de setembro de 1817 ali foi entronizado com o nome de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes dos Boqueirões com a categoria de vila. Por resolução provincial n 1.518, de 9 de junho 1875 foi elevado da categoria de vila a Município de Bom Conselho e, através da lei Estadual n 1.109, de 21 de agosto de 1915 Bom Conselho já aparecia com o nome de Cícero Dantas até os dias atuais, nome que dá homenagem ao Barão de Jeremoabo “ Cícero Dantas Martins”.

Cícero Dantas já viveu grandes momentos que ficaram marcados para a historia como:

  • Antônio Conselheiro em Bom Conselho

Em 1893 chegou em Bom Conselho o senhor Antônio Mendes Maciel, vestido de frade da ordem de São Francisco, também mas tarde conhecido como Antônio Conselheiro. Na sua visita ajudou a transportar madeira para a construção da igreja da matriz e construiu a escadaria feita de mármore. Com esta visita ocorreu em Bom Conselho um pequeno motim com os jagunços do Conselheiro que quebraram as tabuas de impostos dando inicio a Guerra de Canudos. Com este acontecimento o nome Bom Conselho teve o privilégio de estar no Livro de Euclides da Cunha “ Os sertões”.

Em 26 de julho de 1926, os Revoltosos e o líder Carlos Prestes, passaram por Cícero Dantas e sob um clima de expectativa a população fugiu da cidade, ficando o padre Vicente e algumas famílias. Chegando na cidade se hospedaram num sobrado onde morou o Barão de Jeremoabo, logo após saíram em busca de alimentos, invadiram o quintal do padre Vicente em busca de galinhas e o padre reagiu com firmeza e bastante exaltado falou: “ Vocês querem consertar este país é roubando, bandidos? ...”. Eles nem ligaram, pois o que queriam mesmo era uma boa alimentação.

Depois da comida foram descansar na calçada da igreja, passaram alguns dias na cidade e no ultimo dia Prestes pegou um mapa querendo saber qual estado era mas próximo e soube que era Sergipe temendo um combate ordenou de imediato às tropas que seguissem em direção ao Piauí. Entretanto, ao chegar lá, foram tomados de surpresa ocorrendo um grande combate.

  • As três visitas de Lampião à Cícero Dantas

Primeira visita: Passando em Tucano, Lampião obrigou o padre daquela paroquia a dar o seu carro com o motorista, para conduzi-lo com seu grupo até Bom Conselho, chegando no dia 27 de dezembro de 1928 numa manhã ensolarada de segunda-feira. Traziam como refém um soldado de Ribeira do Pombal, já rouco de tanto gritar: Viva Lampião! Viva Capitão Virgulino! Entraram na cidade sem o povo esperar. O grupo era composto de oito homens fortemente armados sendo eles: Corisco, Moreno, Ponto fino, Virgíneo, Mergulhão, Mariano e Arvoredo um dos mais perigosos do grupo. Se hospedaram na pensão de Tia Maricas. Lampião foi almoçar no solar do padre Vicente, ele também mandou fazer um terno para ele e lenços para o bando. Todos eles visitaram a igreja onde rezaram fervorosamente. As 17:00h saíram da pensão prometendo a volta, saindo da cidade entraram na fazenda de Aboboras onde houve um grande tiroteio onde Mergulhão morreu mas apesar de tudo a volante não sobreviveu um.

Segunda visita: No dia 18 de fevereiro de 1929, Lampião chegou em Cícero Dantas, como o população já estava sabendo na chegada de Lampião se espalharam pelas matas. Com esta visita inesperada a atual avenida ACM antiga avenida Getúlio Vargas ficou latada de volantes e soldados. Um dia antes da saída da cidade o bando almoçaram na casa de uma senhora que morava perto da ilha, no outro dia foram embora em direção a Antas.

Terceira visita: Em 1933, Lampião voltou pela terceira vez à Cícero Dantas, eles vinham de Massacará e chegando em Buracos atual Fortaleza de São João queimaram uma casa, cortaram a orelha do sr. Manoel Pato, maltrataram sua esposa e seu irmão e logo depois mataram dois desconhecidos em Guloso(fazenda).

  • A lenda do Berrador:

Conta-se que em Cícero Dantas vivia uma potestade assombrosa: um monstro com aparência de jumento, mas bípede e com garras afiadíssimas. Assombrava as imediações da Fazenda Baiacu, próximo a um enorme e antigo carvalho. De muito longe se ouvia seus aterrorizantes urros, pelo que ficou conhecido na região como o Berrador. Segundo a lenda, o Berrador atacava suas vítimas quando passavam pelo caminho que beirava o tal carvalho. Um simples arranhão de suas garras levaria qualquer pessoa a óbito em questão de minutos. Mas ele, frequentemente, não deixava pessoa escapar. Um certo dia, um jovem chamado Trajano, muito bem armado e com bastante coragem resolveu enfrentar a fera. Em uma luta ferrenha com o bicho, acabou por expulsá-lo daquela região, mas foi fatalmente ferido, e mal conseguiu chegar à sua casa, sendo recepcionado pelos seus ainda no caminho de volta, consegiu balbuciar essa história, e morreu.

  • A lenda do bode da faixa de ouro:

Segundo essa lenda, em meados do mês de agosto, mês em que se comemora o aniversário da cidade, aparece, no monte Boqueirão, um bode com uma faixa incandescente de ouro puro. Ele pula de um lado para o outro, por sobre o vale, e quem conseguir tocar no bode, leva para si, sua faixa de ouro. Muitos tentaram, mas não conseguiram. Com o povoamento da cidade e o desmatamento, as aparições foram diminuindo e hoje quase não se ouve falar sobre essa lenda.

Agricultura ( produção expressiva de feijão e de milho ). Produz, ainda, mel e leite de vaca. Conforme registros na JUCEB, possui 38 indústrias, 103º lugar na posição geral do estado da Bahia, 573 estabelecimentos comerciais, 87ª posição dentre os municípios baianos. Seu parque hoteleiro registra 48 leitos. Registro de consumo elétrico residencial ( kwh/hab ): 107,57 - 121º no ranking dos municípios baianos. Dados 2001; A partir de 2009, o comércio passou a ter grande influencia na economia da cidade, que praticamente dobrou em 3 anos, contando hoje com uma vasta variedade de lojas de diversos segmentos atendendo visitantes de várias cidades da região. e a pecuária de gado bovino se destaca na região.

 

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